Nascido Inglês, de origem russa, sou francês mais por genealogia que por educação. Cresci (em todos os sentidos do verbo), em França, numa família de mulheres. Foi a escola “la liberté” (da Liberdade) isto não se invente, escola pública, laica e republicana numa capital provincial e conservadora.
Carregado de alguns graus (Direito, Inglês e Ciências da Educação), eu exerço durante os meus tempos perdidos algumas funções universitárias depois de experimentar e praticar - nem sem insucesso - diversos empregos.
Há muito tempo que senti que escrever é contar histórias, não a partir da memória e ainda menos a partir de memórias dos sonhos, mas bem de sonhos de memórias.
Escrever é tecer sonhos com memórias. Portanto, se para escrever e preciso sonhar, são também precisas memórias. Para isso, e preciso viver. Pois, eu vivi.
Durante anos, uma vida. Amores, crianças, partidas, grandes e pequenas feridas, pequenas e grandes alegrias, amigos, livros, dias e noites. E, durante anos, apenas consegui acumular inícios, esboços, incipits nados-mortos, colecções inacabadas, textos impossíveis.
Eu também lei. Nunca lê-se demasiado.
Continuando a vagabundagem familiar, falo, leio e escrevo fluentemente cinco línguas, que, com o controle mais ou menos rudimentar de meia-dúzia de outros palavreados, facilita a viagem.
Agora compartilho meu tempo entre Bretanha e Portugal onde eu dedico a maior parte da minha inactividade, de preferência sob o sol, aos meus vícios favoritos que são em ordem indiferenciada o amor, o mar e a escrita, quem sem ser provavelmente figuras equipotentes, parecem-me, desde a idade do homem, as únicas coisas sérias no mundo.
Carregado de alguns graus (Direito, Inglês e Ciências da Educação), eu exerço durante os meus tempos perdidos algumas funções universitárias depois de experimentar e praticar - nem sem insucesso - diversos empregos.
Há muito tempo que senti que escrever é contar histórias, não a partir da memória e ainda menos a partir de memórias dos sonhos, mas bem de sonhos de memórias.
Escrever é tecer sonhos com memórias. Portanto, se para escrever e preciso sonhar, são também precisas memórias. Para isso, e preciso viver. Pois, eu vivi.
Durante anos, uma vida. Amores, crianças, partidas, grandes e pequenas feridas, pequenas e grandes alegrias, amigos, livros, dias e noites. E, durante anos, apenas consegui acumular inícios, esboços, incipits nados-mortos, colecções inacabadas, textos impossíveis.
Eu também lei. Nunca lê-se demasiado.
Continuando a vagabundagem familiar, falo, leio e escrevo fluentemente cinco línguas, que, com o controle mais ou menos rudimentar de meia-dúzia de outros palavreados, facilita a viagem.
Agora compartilho meu tempo entre Bretanha e Portugal onde eu dedico a maior parte da minha inactividade, de preferência sob o sol, aos meus vícios favoritos que são em ordem indiferenciada o amor, o mar e a escrita, quem sem ser provavelmente figuras equipotentes, parecem-me, desde a idade do homem, as únicas coisas sérias no mundo.